AUTOR(ES): Prof.ª Dr.ª Simone Cristina Mendonça (UNIFESSPA)

Ementa: Este minicurso objetiva refletir sobre o leitor e sua importante participação nos estudos literários, revisitando teorias sobre formação do leitor e ensino de literatura. Em aulas expositivas, com base no material previamente disponibilizado, serão levantadas questões relacionadas à leitura e ao letramento literário. Para tal, contaremos com o importante apoio dos estudos de Abreu (2006), Zappone (2013), Zilberman (1989), entre outros.

Referências:
ABREU, Márcia. Cultura letrada: literatura e leitura. São Paulo: Ed. UNESP, 2006.
COLOMER, Tereza. A formação do leitor literário: narrativa infantil e juvenil atual. São Paulo; Global, 2003.
ISER, Wolfgang. O ato da leitura: uma teoria do efeito estético. São Paulo: Editora 34, 1996.
LAJOLO, Marisa. Literatura: leitores e leitura. São Paulo: Moderna, 2001.
ZAPPONE, Mirian Hisae Yaegashi. "Letramento dominante x vernacular e suas implicações para o ensino da literatura". Revista Muitas Vozes, Ponta Grossa/PR, v. 2, n. 2, pp. 185-198, 2013.
ZILBERMAN, Regina. Estética da recepção e história da literatura. São Paulo: Ática, 1989.

AUTOR(ES): Joshua Birchall

Este curso investiga as múltiplas estratégias gramaticais que as línguas do mundo utilizam para expressar "quem fez o que para quem", com enfoque nas línguas indígenas sul-americanas. O curso trata dos tópicos seguintes: alinhamento, transitividade, papeis semânticos versus papeis sintáticos, estruturas sintagmáticas versus paradigmáticas, indexação verbal, marcação de caso, intransitividade cindida e marcação hierárquica. Os tópicos serão investigados a partir de uma abordagem tipológica e comparativa, sem depender de uma marca teórica formal. O curso é de interesse especial para estudantes envolvidos em descrição e comparação linguística, e os participantes aprenderão tanto sobre como fazer descrição linguística com uma orientação tipológica quanto sobre como comparar estruturas semelhantes entre línguas não aparentadas.

Bibliografia:

Bickel, Balthasar. 2011. Grammatical relations typology. In: J. J. Song (org.) The Oxford Handbook of Language Typology, pp. 399-444. Oxford: OUP.

Birchall, Joshua. 2014. Argument marking patterns in South American languages. Utrecht: LOT. https://www.lotpublications.nl/Documents/352_fulltext.pdf

Comrie, Bernard. 1989. Language Universals and Linguistic Typology. Syntax and Morphology. 2nd Edition. Chicago: University of Chicago Press.

Witzlack-Makarevich, Alena. 2010. Typological variation in grammatical relations. Leipzig: Universität Leipzig. https://www.isfas.uni-kiel.de/de/linguistik/mitarbeitende/uploads/typological-variation-in-grammatical-relations

AUTOR(ES): Fernanda Lemos de Lima (UERJ)

O Curso relâmpago de Grego moderno tem por objetivo apresentar um estágio contemporâneo da língua grega, um idioma que desde antes de Homero vem sendo empregado na Grécia e em partes do Mediterrâneo Oriental. Dada a carga horária do curso, pretende-se oferecer ao aluno a oportunidade de refletir sobre a presença da língua grega na língua portuguesa, conhecer o alfabeto e sua pronúncia contemporânea e, igualmente, aprender um pouco do uso da língua, como os cumprimentos básicos, os números de 1 a 10 e, ainda, como se apresentar em grego moderno. A metodologia empregada será a de abordagem direta da língua, proporcionando o acesso do aluno à situação cotidianas iniciais da língua. Além disso, busca-se o uso de uma perspectiva intercultural que é considerada fundamental para a aproximação do aluno à língua estrangeira estudada. Para tanto, o curso está baseado na compreensão teórica presente em livros como Επικοινωνήστε ελληνικά (Comunique-se em grego) de Kleanthis Arvanitákis e Fróso Arvanitáki, além de outros textos teóricos como os de Kóstas Dínas, Eléni Gríba, Napoleón Mítsis e Smaragda Papadopoúlou sobre o ensino da língua grega como língua estrangeira. Os textos estão presentes no volume Ελληνική γλώσσα, πολιτισμός και ΜΜΕ, editado por Nikoletta Tsitsanoúdi-Malidi.

- A língua grega e sua presença na língua portuguesa
- O alfabeto e sua pronúncia
- Primeiros cumprimentos simples em grega
- Números de 1 a 10
- Apresentação pessoal simples

Bibliografia:

TSITSANOÚDI-MALLÍDI, Nikolétta. Ellinikí Glóssa, politismós kai MME. Atenas: Gutenberg. 2017.
ARVANITÁKIS, Kleánthis, Arvanitáki, Fróso. Epikoinoníste elliniká. Atenas: Deltos, 2016.
MANIATÓGLOU, Maria da Piedade Faria. Dicionário Grego-Português. Porto: Porto Editora, 2010.

AUTOR(ES): Renata Rios (UPE)

Observação: minicurso direcionado a professores e outros profissionais que desejam refletir sobre a organização da própria fala no intuito de evitar mal entendidos e promover interações agradáveis no contexto de trabalho.

Atualmente, há uma tendência em se viabilizar a comunicação por meio de suportes tecnológicos cada vez mais disponíveis e presentes na realidade empresarial. A despeito do arsenal tecnológico empregado, muito tem sido discutido sobre a qualidade da comunicação. O comportamento rude, por exemplo, tem sido identificado como marcas de incivilidade, que causam prejuízos à empresas (PEARSON e PORATH, 2009). É preciso, pois, considerar e tentar amenizar esse tipo de comportamento tanto na comunicação interna quanto no tratamento com os clientes. Neste trabalho, analisei a fala em interação em contexto de serviço de atendimento ao cliente, via central telefônica de plano de saúde, e objetivei investigar as estratégias utilizadas pelo (a) atendente na construção e manutenção de um discurso impessoal, bem como destacar os principais trabalhos de face que proporcionam a manutenção da qualidade das relações nessa atividade de fala. Foram adotadas como ponto de partida para esta análise algumas das contribuições teórico metodológicas da Sociolinguística Interacional (CLARK, 1996; GOFFMAN ([1979] 1998);TANNEN e WALLAT, [1987] 1998); da Pragmática no que tange à Teoria da Polidez de Brown e Levinson (1987) e da Análise da Conversa, de base etnometodológica (SACKS, 1984; HUTCHBY e WOOFIT, 1998; SCHEGLOFF, 1991). A análise evidenciou a relevância de elementos linguísticos, como "enquadre" e "estilos conversacionais", assim como a utilização de estratégias de impessoalização (indiretividade e desfocalização do agente) e realização de trabalhos de face (uso de perguntas e adequação da locução adverbial "por favor" no sintagma). Ficou evidenciado que o uso desses elementos podem ser empregados pelos participantes na condução adequada da interação, favorecendo, além da agilidade necessária, impessoalidade e manutenção de um clima agradável entre os participantes.

1. Incivilidade no trabalho, o custo do mau comportamento;
2. Estilos conversacionais;
3. Diferenças nos modelos interacionais e pressupostos culturais;
4. Funcionamento da linguagem: discurso e construção de sentidos;
5. Mal entendidos, como resolvê-los;
6. Estratégias de impessoalização: indiretividade, desfocalização do agente;
7. Dispositivos conversacionais no trabalho;
8. Troca e manutenção de turnos;
9. Estratégias de polidez na comunicação oral.
10. Trabalhos de face: adequação da locução verbal "por favor" no sintagma.

Referências

BROWN, P.; LEVINSON, S. Politeness: some universals in language usage. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.
CLARK, H. H. O uso da Linguagem. Tradução de Nelson de Oliveira Azevedo e Pedro Garcez. Cadernos de Tradução, Instituto de Letras da UFRGS, p. 49-69, 1996.
GOFFMAN, E. Footing. In: RIBEIRO, B. T.; GARCEZ, P. M. (Orgs.). Sociolinguística interacional: antropologia, linguística e sociologia em análise do discurso. Porto Alegre: Age Editora, [1979] 1998.
HUTCHBY, I.; WOOFFITT, R. What is conversation analysis? In: Conversation Analysis. Cambridge: Polity Press, 1998. p. 13-22.
SACKS, H. Notes on methodology. In: ATKINSON, J. M.; HERITAGE, J. (Eds.). Structures of social action: studies in conversation analysis. Cambridge, U.K.: Cambridge University Press, 1984. p. 21-27.
SHEGLOFF, E. A. Discourse, pragmatics, conversation analysis. London: SAGE Publications, 1999. p. 405-435. (Discourse studies).
TANNEN, D.; WALLAT, C. Enquadres interativos e esquemas de conhecimento em interação: exemplos de um exame/consulta médica. In: RIBEIRO, B. T.; GARCEZ, P. M. (Eds.). Sociolinguística interacional: antropologia, linguística e sociologia em análise do discurso. Porto Alegre: Age Editora, [1987] 1998.

AUTOR(ES): Prof. Luciano de Jesus Gonçalves, Prof. Liliana Marlés Valencia

RESUMO: O curso aproximará os estudantes aos debates contemporâneos que se interessam pela construção autoral e a pesquisa com os diversos tipos de arquivo. A partir de conceitos que retomam a sociologia da literatura e avançam até a análise textual, o curso apresentará ferramentas para o estudo das relações resultantes dos modos específicos de circulação a que publicações seriadas, revistas e jornais dão lugar. O âmbito jornalístico costuma ser não só um laboratório para testar estratégias que os escritores recriam nos textos de caráter mais canônico, como tem mostrado ser também uma estratégia decisiva na construção de um lugar da/na instituição literária. Hoje, que o caráter discursivo da literatura tem uma importância maior nos estudos, é fundamental se aproximar das ferramentas metodológicas e conceituais para a análise de esse amplo campo que as revistas e os jornais constituem. Portanto, o curso focará, além das ditas ferramentas, casos específicos relativos às considerações necessárias no que refere às literaturas brasileira e hispano-americana. Para tanto, as atividades constarão de experiências de organização, caracterização e classificação do arquivo do escritor judeu-brasileiro Samuel Rawet e a leitura dos arquivos pessoais do autor chileno José Donoso. Diante das proposições, os participantes terão oportunidade de realizar exercícios práticos que apontam para a imprensa como método e, a depender da ocorrência, celeiro de fontes primárias na pesquisa em literatura.

As sessões irão abordar os seguintes tópicos:

- Discurso literário: gêneros do discurso e cenas de enunciação – sob a perspectiva de Dominique Maingueneau.

- Figura autorial: autor, imagem de autor, função simbólica do escritor – conceitos de Ruth Amossy, Jérôme Meizoz, José-Luis Diaz.

- Imprensa: o qué é a imprensa, materialidade e conteúdo em si.

- Elementos de consideração na pesquisa de jornais e publicações seriadas.

BIBLIOGRAFIA TEÓRICA E CONCEITUAL

CANDIDO, Antonio. Literatura e sociedade: estudos de teoria e história literária. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2014.
DIAZ, José-luis. L'écrivain imaginaire: Scénographies auctoriales à l'époque romantique. Paris: Champion, 2007.
GIRARDOT, Rafael Gutiérrez. La formación del intelectual hispanoamericano en el siglo XIX: Rockefeller Humanities Resident Fellow 1989-90. Maryland: University Of Maryland At College Park, 1992.
HEINICH, Nathalie. A sociologia da arte. Bauru: Edusc, 2008. Tradução Maria Angela Caselatto ; revisão técnica Augusto Capella..
MAINGUENEAU, Dominique. Discurso literário. São Paulo: Contexto, 2006. 329 p. Tradução Adail Sobral. Tìtulo original: Le discours littéraire. 2004.
MAINGUENEAU, Dominique. Doze conceitos em análise do discurso. São Paulo: Parábola, 2010. Org. Maria Cecília Perez de Souza-e-Silva, Sírio Possenti ; tradução Adail Sobral [et al.]
RIEDEL, Dirce Cortes et all. (Orgs). Literatura Brasileira em curso. 3 ed. Rio de Janeiro: Bloch Editôres, 1969.
ZAPATA, Juan (Comp.). La invención del autor. Nuevas aproximaciones al estudio sociológico y discursivo de la figura autorial. Medellín: Universidad de Antioquia, 2014.

BIBLIOGRAFIA RESULTANTE DE PESQUISAS DE ARQUIVO

ANDRADE, Carlos Drummond. Carta a Stalingrado. In:______. Nova reunião: 23 livros de poesia, p. 181.
GUERRERO, Javier. Tecnologías del cuerpo: Exhibicionismo y visualidad en América Latina. Madrid/frankfurt: Iberoamericana/vervuert, 2014.
MENDES, Murilo. Abismo. In:______. Antologia poética: Murilo Mendes. Organização, estabelecimento de texto e posfácios: Júlio Castañon Guimarães e Murilo Marcondes de Moura. São Paulo: Cosac Naify, 2014, p. 92.

BIBLIOGRAFIA PARA EXERCICIO PRÁTICO

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Acórdão do Recurso Extraordinário (RE) 83.294. Recorrente: Carlos Drummond de Andrade e outro. Recorrida: Bloch Editores S/A. Relator: Ministro Bilac Pinto. Rio de Janeiro, 31 maio 1977. p. 19.
DOURADO, Autran. Primeiramente, a consciência profissional. Tribuna da Imprensa. Rio de Janeiro, 28 e 29 out. 1978. Depoimento a Paulo Costa Galvão, Maria Amélia Mello, Wanilton Cardoso Affonso e Evandro Ouriques. Disponível em: . Acesso em 20 fev. 2018.

AUTOR(ES): Prof. Thomas Finbow (Departamento de Linguística, FFLCH/USP)

A Linguística Histórica é a investigação do eixo diacrônico dos sistemas linguísticos. O enfoque principal da disciplina é a mudança em todas suas manifestações, tanto em termos da reconstrução de protolínguas, a classificação genética das línguas em famílias e a derivação de línguas filhas da língua mãe, como os diversos processos de mudança estrutural e suas causas intra e extralinguísticas.

Este minicurso apresentará uma panorâmica da Linguística Histórica, do embasamento teórico às técnicas analíticas, sempre abordados com referência às línguas indígenas brasileiras. Cada dia do curso estará dividida em três sessões de uma hora de duração. A última hora de cada dia será dedicada a exercícios aplicados dos métodos analíticos apresentados e/ou discussões.

Dia 1:
1ª hora:- Fundamentos da Linguística Histórica (com referência às línguas indígenas do Brasil)
2ª hora:- Métodos de análise tradicionais e novos
3ª hora:- Sessão prática/discussão

Dia 2:
1ª hora:- A questão das fontes – seleção e organização
2ª hora:- Estudos de caso na linguística histórica tupi
3ª hora:- Sessão prática/discussão

BIBLIOGRAFIA:

1ª sessão
CAMPBELL, Lyle. Historical Linguistics: an Introduction. Cambridge, MASS: MIT Press, 1997.
FOX, Anthony. Linguistic Reconstruction. An Introduction to Theory and Method. Oxford: Oxford University Press,1995.
LEMLE, Míriam. "Internal Classification of the Tupí-Guaraní Linguistic Family", in: BENDOR-SAMUEL, David (ed.), Tupi Studies 1. Summer Institute of Linguistics Publications in Linguistics and Related Fields Nº 29: 107-129, 1971.
MCMAHON, Robert e April MCMAHON. Language Classificaction by Numbers. Oxford: Oxford University Press, 2005.
RODRIGUES, Aryon Dall'Igna. Línguas brasileiras. Para o conhecimento das línguas indígenas. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

2ª Sessão
CAMPBELL, Lyle, & William J. POSER. Language Classification. History and Method. Cambridge: Cambridge University press, 2008.
CROWLEY, Terry. An Introduction to Historical Linguistics. Cambridge: Cambridge University Press, 1997.
FOX, Anthony. Linguistic Reconstruction. An Introduction to Theory and Method. Oxford: Oxford University Press,1995.
HOENIGSWALD, Henry M.. Language Change and Historical Reconstruction. Chicago: University of Chicago Press, 1960.
RINGE, Don & Joseph F. ESKA. Historical Linguistics. Towards a Twenty-First Century Reintegration. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.
RODRIGUES, Aryon Dall'Igna. "As vogais orais do proto-tupi", em: RODRIGUES, Aryon D., e Ana S. A. C. CABRAL (orgs.), Novos estudos sobre línguas indígenas. Brasília: Editora da UNB, pp. 35-46, 1997.
——. "As consoantes do proto-tupi", em: Aryon D. RODRIGUES e Ana Sueli A. C. CABRAL (orgs.), Línguas e Culturas Tupi. Campinas: Curt Nimuendaju, pp. 167-203, 2007.

Sessão 3
RODRIGUES, J. Barbosa (1927). "Vocabulário da língua ariqueme". Em: RONDON, Cândido Mariano da Silva & FARIA, J. B. de - Glossário geral das tribos silvícolas do Mato Grosso, da Amazônia e do Norte do Brasil - Publicação N⁰ 76, Rio de Janeiro; Imprensa Nacional, 1948. pp. 193-210.
CAMPBELL L., American Indian Languages: The Historical Linguistics of Native America. Oxford: Oxford University Press, 1999.
CAMPBELL, Lyle, & William J. POSER. Language Classification. History and Method. Cambridge: Cambridge University press, 2008.
NIMUENDAJÚ, Curt. "Wortlisten aus Amazonien", Journal de la Société des Américanistes, vol.24,1: 109 (1932).

Sessão 4
RODRIGUES, Aryon Dall'Igna. "Tupi-Guarani e Mundurukú: evidências lexicais e fonológicas de parentesco. genético". EL Estudos Linguísticos. Revista Brasileira de Linguística Teórica e Aplicada. 3: 194-209, 1980 (reimpressão de 2003).
DRUDE, Sebastian. "On the position of the Awetí language in the Tupi family", em: Wolf DIETRICH e Haralambos SYMEONIDIS, (orgs.), Guaraní y "Mawé-Tupí-Guaraní". Estudios históricos y descriptivos sobre una familia lingüística de América del Sur. Berlim e Münster: LIT Verlag, pp. 47-68, 2006.
GABAS JR, Nilson. "Genetic relationship within the Ramarama family of the Tupi stock (Brazil)", em: Hein VAN DER VOORT e Simon VAN DE KERKE (orgs.), Indigenous Languages of Lowland South America. (CILLA, vol. 1: 71-82). Leiden: CNWS, 2000.
MOORE, Denny. "Classificação interna da família linguística mondé", Estudos Linguísticos XXXIV: 515-520, 2007.
RODRIGUES, Aryon Dall'Igna. "A classificação do tronco tupi", Revista Brasileira de Linguística Antropológica, 12: 99-104, 1965 (3.2, 2011: 197-203).
——. "Relações internas na família linguística tupí-guaraní". Revista Brasileira de Linguística Antropológica, 27/28: 33-53, 1984-1985 (3.2: 233-251, 2011).
RODRIGUES, Aryon D. e Wolf DIETRICH. "On the linguistic relationship between Mawé and Tupí-Guaraní", Diachronica XIV: 265-304, 1997.

AUTOR(ES): Prof. Dra. Ekaterina Volkova (UFF)

Resumo: O curso visa apresentar, de forma panorâmica, a história da literatura russa clássica do século XX e a literatura russa do século XX. Objetivamos discutir as principais correntes literárias, os autores mais proeminentes e as questões relativas à historiografia das traduções de literatura russa no Brasil.

Tópicos:
1. Romantismo e realismo. Aleksandr Púchkin como fundador da literatura russa.
2. Poesia e prosa de Mikhail Lérmontov.
3. Nikolai Gógol. Prosa ucraniana e petersburguesa.
4. Ivan Turguêniev e o realismo russo.
5. Os "cinco elefantes" de Fiódor Dostoiévski.
6. As controvérsias de Liev Tolstói.
7. Prosa curta e dramaturgia de Anton Tchékhov.
8. Vanguardas e Revolução.
9. Literatura russa, soviética e antissoviética no século XX.

Bibliografia:

ALMEIDA, G. T. Púchkin como o Deus da literatura russa e Dostoiévski como seu Profeta: uma análise do discurso proferido por Dostoiévski no Festival Púchkin. In: Rus – Revista de Literatura e Cultura Russa, v. 1, n. 1, 2012 (disponível online).
BERDIÁIEV, N. A Rússia entre Oriente e Ocidente. In: Revista de Estudos Orientais, n. 4, pp. 213-222, São Paulo, Ateliê Editorial, 2003.
BERMAN, MARSHALL. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
BERNARDINI, A. Púchkin e o Começo da Literatura Russa. In: Caderno de Literatura e Cultura Russa, n.1, pp. 31-40, São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.
GOMIDE, B. B. [org.] Nova Antologia do Conto Russo. São Paulo: Editora 34, 2011.
GOMIDE, B. B. [org.] Antologia do Pensamento Crítico Russo. São Paulo: Editora 34, 2013.
NABOKOV, V. Lições de Literatura Russa. São Paulo: Editora Três Estrelas, 2014.
SCHNAIDERMAN, Boris. Turbilhão e semente: ensaios sobre Dostoievski e Bakhtin. São Paulo: Duas Cidades, 1983.
SCHNAIDERMAN, Boris. Os escombros e o mito: a cultura e o fim da União Soviética. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
SCHNAIDERMAN, Boris. A poética de Maiakovski através de sua prosa. São Paulo: Perspectiva, 1971.